Lição 05

A separação de um povo para adoração exclusiva

4° Trimestre de 2016

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INTRODUÇÃO
I - ISRAEL, POVO DE DEUS, POR DEUS E PARA DEUS 
II - A FORMAÇÃO E A SEPARAÇÃO DE ISRAEL 
III - SOMOS A NAÇÃO DA CRUZ 
CONCLUSÃO

A saga da fundação, formação e manutenção é uma prova histórica do da existência de Deus e da veracidade de sua palavra, como uma demonstração do comprometimento do SENHOR com Israel. Foi de um homem – o patriarca Abraão – que se constituiu toda uma nação para a glória de Deus. Talvez aqui esteja o cerne da questão a ser avaliada inicialmente: nenhum destes grandes acontecimentos que se desenrolaram na história do povo de Israel: êxodo, posse das terras em Canaã, construção do Templo, advento do Messias etc.; nada, simplesmente nada disto teria acontecido não fosse a vida de adoração escolhida por Abraão. Pode-se assim compreender que todos os perceptíveis e vultosos fatos que ocorrem na história do povo de Deus, iniciam-se com um comprometimento individual de alguém que se dispõe a fazer a vontade do Pai.

Uma análise crítico-histórica associaria a trajetória do povo de Israel ao itinerário de um grupo de refugiados – continuamente desterrados, ansiosos pela posse de um território, mas historicamente privados deste. Todavia, um exame a cerca da caminhada do povo de Israel a partir de uma concepção cúltica tornará explícito que nada, nem ninguém, foi capaz de varrer esse povo de sobre a face da terra, pois muito mais relevante que um exército armado, Israel tinha o seu Deus ao seu lado; mais fiel que aliados comprados às custas de suborno, os filhos de Abraão tinham o cuidado de Jeová; melhor que qualquer estratégia bélica os judeus sempre tiveram a certeza da perpetuação de sua descendência em virtude das promessas a eles dirigidas. 

Israel não foi constituído para conquistar nada, o SENHOR que o criara é o dono de todas as coisas. A razão de ser deste povo é proclamar, por meio de um estilo de vida diferente, a glória do Pai. As nações ao redor dos judeus deveriam ser impactadas pela justiça social exercidas por aquele povo, pelos princípios das legislações que de fato procuravam espelhar a justiça de Deus. É necessária uma fé irracional no acaso, para acreditar que foi, aleatoriamente, que durante milênios Israel manteve-se coeso em suas tradições e vivo para retransmissão destas as gerações futuras. Parece muito mais lógico reconhecer a existência de um amoroso Deus que, segundo sua fidelidade às promessas feitas ao povo, o sustentou para que hoje pudéssemos louvá-lo por sua fidelidade.

Assim como Israel continuamente deve reconhecer a bondade do Pai em repatria-los às terras milenarmente prometidas a Abraão, assim também todos nós, nascidos de novo, reconciliados com Deus por Cristo Jesus, úteis a seu corpo santo – denominado de Igreja – por meio dos dons do Espírito, temos a incumbência de viver para sua adoração. Como Igreja não somos chamados para, numa vida dupla, louvarmos a Deus nas atividades litúrgicas, e vivermos o restante da vida como se não tivéssemos pelo que agradecer nessa esfera. Na verdade somos instados a, por meio de todas as atividades que realizamos no dia-a-dia, adorar a Deus.

Nossa adoração não deve ficar restrita a duas horas de alguns dias específicos da semana, mas antes, reconhecendo que tudo o que temos procede diretamente das mãos dadivosas do bom Aba, devemos adorá-lo em todo o tempo, por meio de todas as ações que praticamos. Enquanto seres recriados pelo SENHOR precisamos ter a consciência de que não foi para a produção de riquezas, culto ao corpo ou mesmo para disputas de poder que fomos restaurados por Deus. A finalidade central de nossa existência é adorar ao Pai, está é a tarefa por excelência de nosso ser.

Diante desta verdade que se impõe a nós como uma exigência, pode-se indagar: tudo o que faço, de fato é para glória de Deus? Nas atividades que minha igreja promove, ou nas ações que individualmente participo no culto, o objetivo é declarar a glória de Deus ou exaltar a vida de pessoas, cargos e instituições? Na dúvida, revise toda sua vida, voltemo-nos à adoração, foi para isso que fomos constituídos filhos de Deus.

Subsídio feito pelo próprio comentarista da Revista, Pastor Thiago Brazil. 

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