Lição 07

Quando o legalismo substitui a adoração

4° Trimestre de 2016

capaeditadajovensnova

INTRODUÇÃO
I - O SURGIMENTO DO LEGALISMO NO ANTIGO TESTAMENTO 
II - A LUTA CONTRA O LEGALISMO NA IGREJA PRIMITIVA 
III - COMO SUPERAR O LEGALISMO  
CONCLUSÃO

O que é ser legalista?

Ser legalista é defender que, em qualquer tipo de contexto ou situação, as regras e normas de determinado grupo precisam ser cumpridas, pois tais mandamentos são mais importantes que as pessoas. Desta forma, um legalista não terá crise de consciência alguma se, para efetuar a plena execução de um certo princípio, tiver de ferir ou machucar pessoas. A lei torna-se mais importante que o amor. É claro que é muito mais fácil trabalhar com a lei do que com o amor. A lei é objetiva, com as devidas exceções registradas, o cumprimento ou descumprimento da mesma carrega consigo as inevitáveis consequências. O amor opera com outras categorias – com isso não se está defendendo aqui que o amor é anômico, caótico, permissivo, e sim que a lei é muito pequena para espelhar o amor –, com outras características e procedimentos, tais como, a graça, a misericórdia e o perdão.

Os procedimentos legalistas são frios e invariáveis, por meio do amor somos desafiados a abrir mão daquilo que tradicionalmente é definido como coerente, para experimentarmos um padrão de vida que recorra a critérios revolucionários. Se um legalista opera com o princípio da retribuição – cada um receba aquilo que merece em virtude daquilo que praticou – no amor é diferente: cada uma seja acolhido dentro de sua limitação, conforme sua necessidade, para que sua vida seja transformada. Para os violentos a lei prevê retaliação na mesma proporção, por meio do amor somos desafiados a vencer o mal com o bem, o ódio com a paz, socos e pontapés com lágrimas e orações.

Tudo bem, esse tipo de comportamento pode ser abertamente criticado por alguns; ridicularizados por outros como sendo uma idealização inatingível; ou ainda repudiado por aqueles que leem o Evangelho com as lentes da religiosidade. Para estes, entretanto, continuamos a anunciar os feitos de Jesus, que venceu o pecado e a morte, levando sobre si todo o pecado até o limite mais radical de todos: morte, e morte de cruz. Para os que nos chamarão de ingênuos, a anunciamos o princípio jesuânico que nos exorta sermos descomplicados e desprovidos de futilidades como os pombos.

Não é a um conjunto de leis e tradições que devemos nos esforçar a obedecer, ante, nosso ideal de vida deve ser imitar a Jesus, o morador de Cafarnaum, parente de João Batista, amigo de Pedro, Tiago e João. Só assim, tomando o exemplo dele, aprenderemos a nos comportar como ele quer. O desafio, como o próprio apóstolo Paulo tão bem enunciou aos irmãos em Corinto, é aceitar o dano, a perda, o prejuízo, mesmo quando o direito e a razão é nossa. Talvez o paradigma do homem de sucesso, livre de qualquer derrota – tão em voga em nossos dias –, caiba bem para os legalistas; àqueles que são vocacionados para o amor devem ser aptos a crises, contradições e revezes.

Como funciona o culto em sua comunidade? Como um relógio suíço ou uma fábrica sul-coreana tudo milimetricamente medido e ajustado? Provavelmente vocês estão muito longe do padrão de Cristo. Os momentos celebrativos onde Jesus estava sempre fugiam do padrão: ou ele virava as mesas dos cambistas não aceitando o roubo institucionalizado dentro do templo, ou ficava com a roupa de um paupérrimo escravo para lavar os pés de seus amigos. Outras vezes ele tomava as talhas cerimonias, simultaneamente sacras e impuras, para transformá-las em vasilhames de bebida para a alegria de uma festa. Quando não, por exemplo, ele causa um enorme burburinho lendo um texto na sinagoga e afirmando categoricamente: “Hoje se cumpriu esta Escritura!”

Claro que necessitamos de ordem, é evidente que as leis devem existir, mas o amor deve ser o centro de nossa adoração. Quando os rituais não fluírem bem em sua congregação, encha-se de misericórdia, somente assim seu coração não adoecerá. Ao lembra-se das limitações de seus líderes, acolha-os, perdoe-lhes, o amor cobre uma multidão de pecados. Essa talvez é mais simples e poderosa verdade do Evangelho: o amor não faz a lei caducar, cumpri-a em sua integralidade mais radical.

 Subsídio feito pelo próprio comentarista da Revista, Pastor Thiago Brazil. 

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