Lição 09

A adoração integral ensinada por Jesus

4° Trimestre de 2016

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INTRODUÇÃO
I - JESUS EXPLICA O QUE É ADORAÇÃO 
II - “MAS... E QUEM É MEU PRÓXIMO?”
III - SALVAÇÃO, AMOR E ADORAÇÃO
CONCLUSÃO

Que tipo de pessoa nossa jornada de adoração tem nos tornado? Cotidianamente, aproximamo-nos de Deus – através de um relacionamento pessoal, íntimo e real – ou temos nos transformado em peritos da legislação religiosa? A radicalidade com que Jesus encara a espiritualidade é algo impressionante; para o Mestre não há concessões no trato com os meros religiosos, e isso fica muito explícito naquela que é uma das mais célebres parábolas registradas no Evangelho.

A parábola de Lucas 10, sobre o homem assaltado e abandonado, nos leva a reflexão sobre o real valor da humanidade. Ninguém deve perceber-se superior ao outro, isto porque, na perspectiva neotestamentária, não há hierarquia entre os homens. O pecado que maculou a humanidade, tornou-nos a todos indignos, universalmente. As contingencias da existência fazem com que alguns possuam melhores condições econômicas ou culturais para viver, isto, todavia, não segmenta ou elege pessoas melhores que as outras, apesar das pessoas ou dos sistemas religiosos insistirem neste tipo de discriminação.

Essa é a amarga experiência que o personagem da parábola enfrenta e encarna. O roubo de que ele é vítima, tira-lhe não apenas os bens e a saúde, mas também o valor que a sociedade religiosamente mediada lhe dava. Toda a dignidade que ele possuía não era algo intrínseco a sua condição humana, mas antes, era um tipo de doação que a religião coletiva lhe conferia, e por contrapartida, também poderia usurpar-lhe.Inconsciente, no meio da estrada, aquele homem – aos olhos dos religiosos de sua sociedade – era na verdade apenas um corpo, sem qualquer tipo de dignidade ou necessidade de misericórdia. Infelizmente é isto que a religião faz: escolhe um pequeno número de eleitos, rejeita a multidão dos condenados por ela. As pessoas são descartáveis, o cumprimento dos regimentos litúrgicos é mais importante. São leituras fundamentalistas como estas abrem precedentes para segmentos religiosos que propagam muito mais o ódio do que o amor, a morte que a vida, a dor do que a restauração.

O levita e o sacerdote não se sentiram culpados ao furtarem-se da responsabilidade de dar socorro ao homem na estrada – a religião lhes permitia isso. Mas, a despeito da enorme decepção que essas figuras religiosas devem ter promovido no coração e na mente do agredido homem, foi a necessidade de identificar-se com um samaritano que deve ter confundido ainda mais seus sentimentos cerimoniais. Um judeu não falava, muito menos, deixava-se tocar por um samaritano. Um cão tinha a mesma relevância social que um dos filhos de Samaria. A experiência de ser espoliado de todas as superficialidades sociais e permanecer apenas com a humanidade, levou aquele homem a compreender que, para além dos preconceitos e discriminações, somos todos muito próximos, extremamente parecidos. A experiência episódica e momentânea daquele judeu, constituía-se como a condição social permanente de um samaritano. Estes eram evitados, desprezados e, até, considerados como deserdados da filiação com Abraão.

O que o samaritano deveria fazer? Pagar desprezo e ódio, com discriminação e preconceito? Retribuir mal com mal nunca deve a resposta de quem verdadeiramente conhece a Jesus; o acolhimento que o samaritano proporciona ao fragilizado homem é fundamentado numa autopercepção realista, que compreende todos os homens como terrivelmente pecadores, mas também, universalmente como objetos do amor de Deus. Com que tipo de espiritualidade o homem caído devia identificar-se, depois da experiência do quase-morte abrir-lhe o entendimento para compreensão do tipo de zelo cerimonial que o levita e o sacerdote carregavam? Claro, com o modo de viver e adorar do samaritano!

Este é o mesmo desafio que o escriba que dialoga com Jesus tem que enfrentar: deve reproduzir a postura cerimonial dos religiosos ou o amor do samaritano? Assumir que a atitude do samaritano é louvável, implica em apontar para um tipo de espiritualidade que é capaz de sacrificar qualquer tipo de tradição em nome da salvação dos mais frágeis. A verdadeira adoração encarnada e ensinada por Jesus, abandona o protagonismo das liturgias e exalta o amor e cuidado às pessoas. A adoração que Jesus veio nos ensinar destrói todo tipo de categorização das pessoas e nos torna universalmente próximos, íntimos, familiares.

 Subsídio feito pelo próprio comentarista da Revista, Pastor Thiago Brazil. 

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