Lição 10

A adoração sem conhecimento

4° Trimestre de 2016

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INTRODUÇÃO
I - O ESTADO DAQUELES QUE DESENVOLVEM UMA INADEQUADA ADORAÇÃO
II - A VERDADEIRA ADORAÇÃO 
III - OS EFEITOS DA VERDADEIRA ADORAÇÃO 
CONCLUSÃO

Há, no mercado religioso brasileiro, uma variedade de opções de Igrejas e denominações que se apresentam como canal de aproximação entre homem e Deus. Cada uma com seu discurso, suas doutrinas, suas proibições e permissões, tenta atrair para si a maior quantidade possível de fiéis.

Através de um olhar generalista e simplório, todo espectro religioso brasileiro – com especial apresso o protestantismo – poderia ser igualado e tratado como massa homogênea. Todavia, quem milita nas trincheiras da espiritualidade brasileira bem sabe que, em meio a charlatães e tecnocratas da fé, ainda existem homens e mulheres comprometidos exclusivamente com o anúncio do Reino de Deus.

Mas como, diante desta multiplicidade de opções, deste enorme “cardápio” de cultos e práticas religiosas, discernir aquelas que iram de fato aproximar-nos de Cristo? Dentre as várias respostas possíveis para esta questão, uma parece sobressair-se com relação as demais: a espiritualidade que Cristo veio ensinar conduz as pessoas a um processo de libertação, esclarecimento e restauração.

Uma sintética reflexão sobre o que propriamente seja cada uma destas três características do Evangelho de Cristo poderá nos ajudar, seguramente, a identificar estruturas ou grupos religiosos que sinceramente estejam buscando ao SENHOR.

Inicialmente, pode-se identificar uma igreja ou denominação comprometida com os valores do Reino avaliando-se o quanto ela contribui para a libertação das pessoas. Onde o Espírito de Deus age há liberdade; toda estrutura que compactua com práticas opressoras, de controle e limitação de pessoas, não está vinculada aos valores de Jesus Cristo. O Evangelho, como bem nos afirmou Pedro, não é estabelecido através de práticas que imponham sobre as pessoas o “peso” de fardos, mas antes, é alicerce daquilo que produz leveza de ser.

A presença de Cristo em uma comunidade se apresenta ainda, por meio da revelação da verdade. Mecanismos obscurantistas, instrumentos de reforço da ignorância, são as armas mais perversas de quem deseja afastar pessoas de Deus. Nós, pentecostais, somos tradicionalmente acusados de reforçar tais práticas por meio de cultos carismáticos, com manifestações do Espírito Santo que as pessoas, de um modo geral, não entendem. Bem é importante compreender o fundamento desta falácia: para aqueles que não acreditam na atualidade dos dons sobrenaturais do Espírito, o falar em línguas, revelações e visões, são eventos ininteligíveis; para um cristão pentecostal, entretanto, é exatamente nestes momentos que a verdade de Deus se torna inteligível.

A manifestação de Deus dá-se de modo pessoal, íntimo, mas sempre esclarecedora. Se muitas vezes falta ao homem e a mulher pentecostal profundidade para compreensão dos esquemas teológicos profundos, sobre piedade para – através de uma vida de oração e santidade – fundamentar o relacionamento com Jesus. A complexidade das premissas e corolários teológicos é encarnada por meio de experiências pessoais com o SENHOR. No caso do pentecostalismo brasileiro, muito associado às camadas mais simples da sociedade historicamente, está foi a estratégia utilizada por Deus para fazer claro sua vontade a nós. Isto não nos faz melhore ou piores que outras expressões do protestantismo no Brasil, simplesmente fundamenta o que somos, bem como nossa opção cúltica. A manifestação da verdade de Deus em nossas vidas dá-se muito mais intuitivamente do que por meio de uma mediação acadêmico-teológica. É claro que para muitos isto é uma afronta, até porque foi por meio desta característica central do pentecostalismo que negros, pobres, mulheres, analfabetos, tiveram o privilégio de serem ouvidos.

Por fim, uma comunidade identificada com o Evangelho colabora para a restauração da imagem de Deus na vida de todos. É por isso que onde a verdade de Cristo chega, preconceitos são destruídos, estereótipos são desconstruídos e a igualdade dos filhos de Deus manifesta-se. Não somos idênticos – cópias não criativas uns dos outros –, mas igualmente acolhidos e amados como geração de Deus. Espaços onde desigualdades de toda natureza – gênero, sociais, culturais ou econômicas – são acentuadas não são casa de Deus, e sim, prisões do mal. A presença de Deus nos dignifica, dando-nos novamente o privilégio de compreendermo-nos como irmãos, e por isso, próximos demais um dos outros para nos acharmos superiores ou melhores entre si.

Somente a verdade de Deus, por meio do Evangelho de Cristo, poderia fazer com que pessoas que nós, ou que nem a mulher de Sicar, tivéssemos acesso ao Reino do Filho do seu amor. Quem libertaria da religiosidade claustrofóbica uma mulher oprimida ao meio-dia, fazendo-a compreender esclarecidamente a mais límpida verdade do Evangelho – que o salvador está entre nós, sentindo nossas dores, mas também experimentando nosso amor – restituindo assim àquela a dignidade de ser aceita e acolhida em sua comunidade? Somente um, o CRISTO!

Se faltar-nos maturidade e envergadura espiritual para sermos tudo o que Deus tem sonhado para nós, que ao menos possamos crer que, no mínimo – ou talvez no máximo de tudo que importa – Ele nos faz anunciadores de sua chegada entre nossa geração.

 Subsídio feito pelo próprio comentarista da Revista, Pastor Thiago Brazil. 

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