Lição 11

A Forma do Culto

4° Trimestre de 2016

capaeditadajovensnova

INTRODUÇÃO
I - LITURGIA
II - O PROBLEMA DO CULTO EM CORINTO
III - LITURGIA, FORMALISMO E EXIBICIONISMO
CONCLUSÃO

Adorar é um impulso natural do coração do homem; nossa busca por Deus e pelo estabelecimento de um relacionamento com Ele é o que nos motiva a reunirmo-nos coletivamente em nossas comunidades locais.

É deste ponto em diante, em que a comunhão com Deus deixa de ser compreendida como apenas uma necessidade pessoal, individual, mas é percebida como uma vivência que se constitui coletivamente, que surge a necessidade de uma organização que priorize o bem-estar coletivo em detrimento dos desejos ou vontades individuais.

A espiritualidade pentecostal encontra aí muitos desafios para ser estabelecida. Sim, isso porque como a experiência da compreensão e do relacionamento com Deus no pentecostalismo é algo prioritariamente subjetivo – por meio de um acesso sensório-místico, no qual o crente pentecostal vivência a experiência de “sentir” a presença de Deus –, vivenciado pelo indivíduo, em muitos casos ocorrem descompassos entre aquilo que uma e outra pessoa creem ou vivenciam com Deus.

O culto pentecostal é constituído por uma liturgia simples– qualquer leigo ou até mesmo um novo converso consegue compreender os momentos e as razões de ser do culto – e adaptável – não existe um padrão obrigatório de horários ou de elementos cúlticos, por isso em algumas comunidades ora-se mais do que se canta, já em outras igrejas prega-se mais do que se ora, e assim há uma variedade de vivências litúrgicas. Por isso, infelizmente, algumas pessoas confundem o que se pode fazer num ambiente privado e aquilo que é próprio para a vida pública.

É claro que, por questões óbvias, não devo manter em coletividade o mesmo comportamento quanto a adoração que exerço na intimidade de meu lar. Não que devo por máscaras, que tenho que ser outra pessoa, nada disso; devo apenas lembrar que quando estou em ambientes com outras pessoas, estas possuem opiniões, gostos e até consciência diferentes das minhas. Logo, assim como não procedo no trabalho do mesmo jeito que conduzo-me em casa – isto não porque sou outra pessoa, mas porque as relações que me vinculam às pessoas em meu trabalho são diferentes das que me unem aos membros de minha família; ou ainda, as razões que me levam a ir ao trabalho são diferentes das razões que me fazem permanecer numa vida familiar – também não devo procurar agir na igreja, no momento de adoração coletiva, do mesmo modo que costumo experimentar em minha convivência espiritual particular com Deus.

As razões que me levam, por exemplo, a orar na igreja, em coletividade, são diferentes, em vários pontos, das que me induzem a buscar a Deus sozinho. A experiência coletiva está intimamente atrelada ao cuidado e atenção com o outro; é necessário reconhecer que é completamente diferente dizer a alguém: “– Vou orar por você!”, de ir à igreja com um grupo de amigos para juntos intercederem uns pelos outros.

Está implícito em nossa opção por congregar em uma comunidade a responsabilidade de ter cuidado com o próximo, desta maneira, devemos viver em comunidade uns para os outros, para servirmo-nos mutuamente. Desta forma, agir respeitando os limites culturais, morais e espirituais dos outros é uma necessidade.

Não podemos viver como se fôssemos autossuficientes, viver em comunidade é uma necessidade para o cristão, por isso, sendo a igreja um lugar de edificação mútua torna-se inevitável a constituição de regras coletivas, às quais podem até não ter valor ou necessidade para mim enquanto indivíduo, contudo, cumpro-as por respeito à comunidade em que estou inserido e que reconhece tais procedimentos como importantes e relevantes.

É nesta perspectiva que a liturgia nasce: para maximizar a segurança, bem-estar e edificação coletiva em determinada coletividade. Extraído de seu contexto originário, do grupo que o vivencia, o conjunto de atos litúrgicos perde seu sentido; quando, entretanto reconheço-me partícipe de uma comunidade que possui determinada trajetória histórica tudo passa a ganhar mais sentido.

Não fomos chamados para adorar a liturgia ou louvar os atos litúrgicos, entretanto, é requisito básico de minha adoração amar o outro, e amá-lo implica em respeitá-lo em todos os momentos de minha existência, inclusive no momento da celebração a Deus.

Subsídio feito pelo próprio comentarista da Revista, Pastor Thiago Brazil. 

Contatos

Casa Publicadora das Assembleias de Deus

Av Brasil, 34401 - Bangu / RJ

  • (21) 2406-7373

Newsletter

Preencha os campos abaixo e receba nossas ofertas e novidades por e-mail.

Redes Sociais

Estamos nas Redes Sociais. Siga-nos e entre em contato.

 

facebook instagram twitter youtube google