Lição 12

Modismos na Adoração e no Louvor

4° Trimestre de 2016

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INTRODUÇÃO
I - A DENÚNCIA DE PEDRO COMO ALERTA PARA NOSSOS DIAS
II - MODISMOS NA ADORAÇÃO
III - MODISMOS NO LOUVOR
CONCLUSÃO

 

Em um mundo repleto de desigualdades, injustiças, pessimismo e descrenças, uma pergunta crucial que devemos constantemente nos fazer antes de realizarmos qualquer tipo de empreendimento ou ação é: “Quais minhas motivações?”. Em outras palavras, devemos nos indagar sobre quais os objetivos que, por mobilizar nossas mentes e corações, nos impulsionam a realizar determinada tarefa.

Como muito bem já anunciou a sabedoria profética (Jr 17.9), existem inclinações de nosso homem interior que, por mais que pareçam ser puras e isentas de influências externas, serão perigosamente perniciosas a nossas vidas.
É um erro primário tentar avaliar a validade de uma determinada ação pelo resultado externo previsto ou até mesmo alcançado. Em inúmeros episódios da narrativa bíblica, pessoas que se auto-intitularam como justas ou éticas partindo simplesmente do julgamento dos resultados – atingidos ou esperados – de suas ações foram desmascaradas.

Podem ser citados os contemporâneos de Daniel e seus amigos, que sob a máscara de fiéis apoiadores do rei que temiam algum tipo de rebelião, exigiram a morte daqueles que não reconhecessem a divindade do monarca. Quando, na verdade, sua inveja e incompetência não suportava a excelência daqueles jovens.

Lembremos também da denúncia de Hamã a Assuero contra o povo “insubmisso” que deveria ser completamente exterminadodo império Medo-Persa; sabe-se que de fato o coração de Hamã era movido por uma revolta pessoal contra Mardoqueu.

Nestes rápidos e sintéticos exemplos pode-se perceber que estas pessoas não estavam preocupadas em promover a proteção de seus monarcas – o que isoladamente poderia ser avaliado como algo bom –, mas antes, por trás de seus intentos havia malícia e engano, isto é, injustiça. Para não falar de exemplo mais claros como a sugestão de Acabe a Josafá em I Rs 22.29-40; ou a insistência da multidão em seguir a Jesus em Jo 6; e ainda o beijo traidor de Judas em Lc 22. 47,48.
Todas estas ações, compreendidas em si mesmas, fora de seus contextos imediatos, parecem ser práticas louváveis e justas, quando realmente são comportamentos reprováveis, pois escamoteiam – por trás de ações aparentemente nobres – intenções perversas e grotescas.

Não são nossas ações que apontam que somos, mas as intenções de nossos corações. A morte de Jesus na cruz é a causa de nossa salvação não pela cruz, mas pelo que o crucificado carregava no coração – amor pela humanidade. É importante lembrar que do ponto de vista objetivo, Jesus foi apenas mais um, dos centenas de milhares que foram assassinados por Roma; entretanto, nenhum deles carregava em seu ser tanto amor e doação como o pregador de Nazaré portava.
É a sabedoria proverbial dos judeus que atesta esta assertiva sobre a centralidade da intencionalidade de nossas ações na avaliação ética: “Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem.” (Pv 27.19).
O que move os cantores, pregadores e músicos em nossas igrejas? Cristo ou o Mercado – poderíamos chamar simplesmente de Mamom? Como Jesus bem apontou, as opções são auto-excludentes e irreconciliáveis.

A massificante reprodução de comportamentos, padrões e estereótipos é uma denúncia de que muitos daqueles que se reconhecem como “ministros de louvor”, “adoradores”, são verdadeiramente marqueteiros da fé.

Por que gravar uma versão ao invés de buscar compor uma melodia e canção? Porque é mais fácil, o produto já está pronto com garantias de vendas a partir da experiência oriundas de outro mercado.

Por que usar o suspensório e/ou a toalhinha tal qual aquele pregador “Pop Star” utiliza? Porque assim repete-se a fórmula de apresentação, prevendo a plateia a repetição do resultado da mesma mensagem decorada que será pregada.
O que os frequentadores de nossas comunidades procuram, comunhão ou resultado? Intimidade ou prosperidade? Amor ou sorte na vida?

É nosso coração, o solo sagrado onde Cristo constituirá o julgamento decisivo sobre as ações que promovemos em nosso cotidiano.

Que seja Cristo, e não a moda, que direciona, inspira e fundamenta nosso estilo de vida.

 

Subsídio feito pelo próprio comentarista da Revista, pastor Thiago Brazil. 

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