Lição 11

Crenças Religiosas

3° Trimestre de 2017

jovens

INTRODUÇÃO
I - CRESCIMENTO EVANGÉLICO E CRENÇAS RELIGIOSAS
II - OS MALES DO SINCRETISMO CULTURAL E RELIGIOSO
III - O PERIGO DO ADULTÉRIO ESPIRITUAL
CONCLUSÃO


Professor(a), a lição deste domingo tem como objetivo principal levar o jovem a refletir a respeito do crescimento das crenças religiosas da atualidade. Para ajudá-lo(a) na sua reflexão, leia o subsídio abaixo:

“O crescimento do Cristianismo no Século I foi exponencial. Na primeira pregação, Pedro ganhou quase três mil almas. Na segunda, cerca de cinco mil. E em cada dia havia novas conversões. Com tanta gente reunida, houve a necessidade de alguns ajustes entre os judeus e os gentios acerca da lei mosaica. Foi preciso "acertar o passo", cortar arestas, para acomodar todas as vertentes emergentes. Isso se chama "construir a unidade". E era fundamental, para que todos os cristãos pudessem seguir juntos. Em frente. Com uma base sólida. Deus queria que eles crescessem consistentemente. Então, foi realizada uma assembleia em Jerusalém. Após a palavra de Tiago, o Espírito Santo fez o alinhamento dos entendimentos. A igreja conciliou o que era aparentemente inconciliável.
O Cristianismo seguiu sua marcha triunfal. Os cristãos demonstraram tolerância, uns com os outros, e obediência à vontade de Deus. Abdicaram de seus gostos pessoais, por uma causa maior, - a unidade do povo de Deus. Jesus havia destruído todas as barreiras étnicas e, portanto, peculiaridades do povo judeu não deveriam ser ensinadas aos estrangeiros, mas somente as coisas essenciais para o Cristianismo. O amor os fez "acertar o passo", para poderem andar na mesma cadência, na mesma direção, mantendo a identidade cristã.

Séculos XX e XXI

O Brasil experimentou, ao longo das últimas décadas, um vertiginoso crescimento numérico da igreja evangélica. De acordo com o IBGE, em 1980,algo em torno de 6,6% dos brasileiros eram evangélicos; em 1991, o percentual passou a 9,0%; no ano 2000, subiu para 15,4% da população e no último censo, em 2010, o índice saltou para 22,2%, um aumento de cerca de 16 milhões de pessoas (de 26,2 milhões para 42,3 milhões). Talvez hoje os evangélicos brasileiros já totalizem mais de 50 milhões de pessoas!
O triste nisso tudo é que, não obstante esse impressionante crescimento numérico, os índices de criminalidade, prostituição infantil, trabalho escravo, corrupção, dentre outras mazelas sociais, não têm diminuído. Numa análise matemática, portanto, o crescimento evangélico não está fazendo diferença na cultura nacional.
O verdadeiro Cristianismo funciona como um catalisador das condutas inapropriadas, para transformá-las em algo moral e eticamente recomendável, para o bem da humanidade. O Cristianismo essencialmente é, e sempre foi a resposta mais contundente de Deus para o mundo decaído. Entretanto, como visto, as evidências mostram que, no Brasil, o padrão de algumas crenças religiosas perdeu as características principais do Evangelho. Observe-se que nunca houve "um período em que a adoração espiritual tenha sido reduzida a um nível tão baixo. Em muitos lugares a igreja perdeu totalmente a noção do que seja adoração".1 Com tudo isso, outro não poderia ser o resultado: Igrejas cheias de pessoas vazias de Deus, as quais não produzem frutos dignos de arrependimento.

Sincretismo evangélico

As crenças religiosas evangélicas pós-modernas são eminentemente sincréticas, ou seja, misturadas com elementos cultuais da sociedade, notadamente com as práticas dos católicos, espíritas, dos cultos afros e até das religiões indígenas. Uma miscelânea de ideias e conceitos antagônicos entre si, que buscam o crescimento a qualquer custo. Daí advém a realização de novenas, o uso do sal grosso, rosa ungida, a deificação de líderes, a formulação de poções feitas com dezenas de ingredientes "mágicos", dentre inúmeras outras práticas, que indicam que os "convertidos" permanecem prisioneiros de práticas místicas, embora tenham alterado o rótulo religioso.
O Senhor nunca autorizou qualquer alteração para facilitar o convívio social, ou para atrair os incrédulos. Ele disse que havia uma diferença irreconciliável com o mundo, que jamais seria superada (Jo 17.14,16). Não se podem desconstruir exigências, abrandar mandamentos.
Assim, a realidade da fé em Jesus não admite a mistura de elementos litúrgicos de outras culturas, a fim de simplificar ou adaptar as coisas. Observe-se o momento em que o Senhor foi confrontado por uma comitiva estranha, conforme Marcos 2.18. Está escrito que perguntaram a Jesus: "[...] Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, e não jejuam os teus discípulos?
Faziam parte daquela comitiva de questionadores alguns discípulos de João Batista e, possivelmente, uns religiosos fariseus, os quais concordavam com um aspecto: Jesus era pouco ortodoxo e nenhum pouco ascético. Na verdade, os dois grupos se sentiam ofendidos por Jesus não pregar o sincretismo, entretanto o Senhor tencionava ressignificar a adoração a Deus, excluindo elementos ritualísticos nocivos.
Jesus explicou, naquela oportunidade, que sob o prisma do Novo Pacto, depois da partida do "Noivo", os discípulos jejuariam, mas sem estabelecer com isso uma relação de mérito com Deus, que era a base teórica do ascetismo. Era como se Jesus estivesse dizendo, usando uma linguagem moderna: o "aplicativo" antigo, que é ultrapassado, obsoleto, não "abre" no novo programa "criado" pelo Filho de Deus. São incompatíveis.

Jesus estava ressignificando o jeito de se consagrar a Deus. Os atos de devoção deveriam ser secretos, para agradar o Criador, não públicos, para exaltar os praticantes. Ele explicou, então, ao contar a parábola do "remendo novo em veste velha" que o Cristianismo não poderia conviver com práticas do passado. Os "trapos velhos" não poderiam estar juntos aos "panos novos" de uma vida redimida.

O Senhor veio para alterar completamente as coisas, notadamente as que diziam respeito a Deus. Uma mudança tão radical que nem mesmo os seguidores de um de seus melhores amigos, João Batista, compreendiam. Um novo tempo, de novos parâmetros espirituais, estaria disponível para aqueles que nascessem da água e do Espírito.


Conclusão
A pregação cristã deve se basear exclusivamente nas Escrituras (sola scriptura), mas quando o sincretismo religioso surge, elementos exógenos culturais e doutrinários são incorporados gerando mensagens apóstatas, como, por exemplo, aquelas que valorizem o amor ao dinheiro e às riquezas. É como dizia Tozer: "É um escândalo dentro do Reino ver os filhos de Deus famintos, apesar de estarem assentados à mesa do Pai".2 
Billy Graham afirmou que não se pode modificar a mensagem bíblica, da mesma forma que um apresentador de televisão não é livre para modificar as notícias.3 
Consequência indissociável do sincretismo das crenças ditas evangélicas é o aparecimento do humanismo secular, - o homem se torna o centro de todas as coisas.
O humanismo tira a primazia de Deus e faz o homem assentar-se soberano; então, assim, a obra de Deus se transforma em "ministério" desta ou daquela celebridade, o púlpito da congregação se transforma em palco e o culto em show.

*Este subsídio foi adaptado de ODILO, Reynaldo. Tempo Para Todas as Coisas: Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá. 1 ed. Rio de Janeiro: CPAD, pp. 128-137.

Que Deus o(a) abençoe.

Telma Bueno
Editora responsável pela Revista Lições Bíblica Jovens

Prezado professor, aqui você pode contar com mais um recurso no preparo de suas Lições Bíblicas de Jovens. Nossos subsídios estarão à disposição toda semana. Porém, é importante ressaltar que os subsídios são mais um recurso para ajudá-lo na sua tarefa de ensinar a Palavra de Deus. Eles não vão esgotar todo o assunto e não é uma nova lição (uma lição extra). Você não pode substituir o seu estudo pessoal e o seu plano de aula, pois o nosso objetivo é fazer um resumo das lições. Sabemos que ensinar não é uma tarefa fácil, pois exige dedicação, estudo, planejamento e reflexão, por isso, estamos preparando esse material com o objetivo de ajudá-lo.


1 TOZER, A. W. À Procura de Deus. 4ª ed., Belo Horizonte: Betânia, 1985, p. 10.

2 TOZER, A. W. À Procura de Deus. 4ª ed., Belo Horizonte: Betânia, 1985, p. 10.

GRAHAM, BILLY. Billy Graham, o Evangelista do Século. São Paulo: Hagnos, 2008, p. XIII.

 

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