Lição 1

Quem São os Profetas Menores e Qual é a Sua Mensagem 

1° Trimestre de 2017

Topo Juvenis 1T17

ESBOÇO DA LIÇÃO
I - CONTEXTO HISTÓRICO
II - QUEM ERAM OS PROFETAS MENORES?
III - O PROPÓSITO E A MENSAGEM DOS PROFETAS MENORES

OBJETIVOS
Apresentar o perfil dos profetas menores;
Demonstrar a importância do ofício profético no Antigo Testamento;
Contextualizar o propósito das profecias. 

QUEM SÃO OS PROFETAS DO ANTIGO TESTAMENTO

“Eles têm uma maneira atrapalhada de falar, como pessoas que, em vez de agir de maneira ordenada, passam de uma coisa para a seguinte, de modo que não se pode compreendê-los ou ver o que está insinuando.” (LUTERO apud. WALTKE em Continuidade e Descontinuidade: Perspectiva sobre o relacionamento entre o Antigo e o Novo Testamentos) Esta foi uma queixa de Lutero dos escritos dos profetas. Muitos acham o texto dos profetas difícil, duro, quase impossível de compreendê-lo. Isso ocorre porque a literatura profética é carregada de simbolismos muitas vezes alocados de maneira desordenada. Logo, não foi só Lutero a reconhecer certa dificuldade para ler os profetas. Especialistas como Douglas Stuart, um dos autores da tão aclamada obra Entendes o que lês?, também reconhece os livros proféticos como uma das partes mais difíceis da Bíblia. Mas quando se compreende o contexto histórico deles e o tipo de literatura usada como transporte de sua mensagem é possível compreendê-los bem, embora na maioria das vezes seja necessário um esforço maior para tal objetivo. Por isso, para iniciarmos tão grande jornada é importante sabermos quem é o profeta do Antigo Testamento.

Quem é o Profeta
Os teólogos Andrew E. Hill e J.H. Walton, na obra Panorama do Antigo Testamento, usam a imagem do porta-voz para exemplificar o profeta. Como o porta-voz fala em nome da presidência de um país, transmitindo as mensagens dessa função oficial, bem como as reações do chefe de Estado, o profeta fala em nome de Deus. Por intermédio da mensagem profética, ele expressa o sentimento divino por meio da profecia. Há tempos ouvi que o profeta fala o que Deus quer falar, sente o que Deus está sentindo e pensa o que Deus está pensando. Quando lemos as falas taxativas dos profetas do Antigo Testamento é exatamente o que percebemos: eles expressam o que Deus quer que os seres humanos saibam a seu respeito.

A Classificação dos Profetas
Os estudiosos do Antigo Testamento denominam dois períodos importantes em relação à profecia na história de Israel: o período pré-clássico, isto é, período anterior à monarquia de Israel até o aparecimento de Jeroboão II, no Reino do Norte; o período clássico, período onde a profecia cumpriu um papel essencial no período monárquico israelita a partir de Jeroboão II.

O período pré-clássico tem Moisés como um dos maiores exemplos. Na história primitiva de Israel, o homem da Lei liderava o povo por meio de seu ofício profético. Ele era um porta-voz direto de Deus para o povo: “Boca a boca falo com ele, e de vista, e não por figuras; pois, ele vê a semelhança do Senhor” (Nm 12.8a). A juíza Débora era profetisa (Jz 4.4) e exerceu esse ofício no período dos Juízes. Samuel é o profeta pré-clássico que dá início a função do profeta como conselheiro do rei na Monarquia de Israel. Depois podemos citar Elias, Elizeu, Natã e outros que cumpriram essa função no período pré-clássico.

O período clássico da profecia tem em Miqueias e Isaías os primeiros profetas conhecidos no Reino do Sul, em Judá. Enquanto que Amós e Oseias foram os primeiros no Reino do Norte, em Israel. Diferentemente do público-alvo dos profetas pré-clássicos, que era a realeza, o dos profetas clássico era o povo. Nesses profetas, os sentimentos de Deus, suas intenções e vontades encarnam de maneira plena e direta. Segundo HILL e WALTON, não há nada semelhante aos profetas clássicos em relação à disposição de eles falarem a mensagem de Deus com autoridade: “Assim diz o Senhor”, uma fórmula distinta e única em todo o Antigo Oriente Médio.

A divisão que conhecemos atualmente entre Profetas Maiores e Profetas Menores foi elaborada dentro do recorte da Profecia Clássica. Segundo o pastor Esequias Soares, “o termo ‘Menores’ foi aplicado à coleção conhecida na antiguidade como os Doze pela Igreja Latina na época de Agostinho de Hipona e Jerônimo por causa de sua brevidade em relação aos que hoje são conhecidos como ‘Maiores’” (O Ministério Profético na Bíblia: a voz de Deus na Terra, p.106). Logo, a razão de se classificar os escritos proféticos do período clássico em “Maiores” e “Menores” está na extensão maior ou menor de suas literaturas.

Para aprofundar o assunto
Leia os capítulos 7 e 11 da obra Pregando e Ensinando a partir do Antigo Testamento: um guia para a Igreja, do renomado exegeta do Antigo Testamento Walter C. Kaiser Jr., editada pela CPAD. O professor terá uma visão bem ampla dos escritos gerais dos profetas e de um tipo bem específico de literatura profética do Antigo Testamento: a literatura apocalíptica.

Também menciono a obra O Ministério Profético na Bíblia: a voz de Deus na Terra, citada acima, do pastor Esequias Soares, um exímio especialista em línguas orientais, editada pela CPAD. Leia o capítulo 6, pois ele trata especificamente dos profetas maiores e menores. Mas a obra deveria ser lida integralmente, pois o seu foco é o ministério profético no Antigo Testamento.

Bom trimestre!

Marcelo Oliveira de Oliveira
Editor Responsável da Revista Juvenis

 

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