Lição 3

O Perigo das Obras da Carne

1° Trimestre de 2017

Topo Adultos 1T17

INTRODUÇÃO

II - A VIDA CONDUZIDA PELA CONCUPISCÊNCIA DA CARNE
II - A DEGRADAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO
III - UMA VIDA QUE NÃO AGRADA A DEUS

CONCLUSÃO

 

Na lição do próximo domingo estudaremos “o perigo das obras da carne”. É importante ressaltar que o vocábulo “carne”, utilizado na lição, significa a nossa natureza humana, corrompida pelo pecado. Esta natureza, corrompida pela Queda, está sempre disposta a opor-se ao nosso espírito, que pela fé em Jesus Cristo, foi transformado por Deus mediante o novo nascimento (2 Co 5.17). Se vivermos segundo os desejos da nossa carne, nossos frutos serão ruins. Logo, não poderemos agradar a Deus.

Para ajudar na reflexão a respeito do tema da lição, é importante que você leia todo o capítulo 6 do Evangelho de Lucas. O capítulo inicia com o conflito dos fariseus ao ver Jesus e seus discípulos arrancando espigas em um dia de sábado (Lc 1.1-5). Depois temos o relato da cura de um homem que tinha uma das mãos mirradas e em seguida a eleição dos doze. A partir do versículo 17, Jesus vai proferir um dos seus mais importantes sermões — o Sermão da Montanha. Este sermão é um código de ética para todos os súditos do Reino de Deus, por isso, todo crente precisa conhecer e viver os ensinos do Mestre contidos ali.

É importante ler todo o capítulo, porém vamos nos deter nos versículos 39 a 49. Os versículos escolhidos para a Leitura Bíblica em Classe. O texto bíblico começa com uma ilustração. Jesus faz duas indagações: “Pode, porventura, um cego guiar outro cego?” “Não cairão ambos na cova?” Qual era o objetivo de Jesus ao utilizar tal ilustração? O Mestre desejava ensinar aqueles que o ouvia, e a nós também, a respeito do julgar os outros. Jesus ensina que para distinguirmos entre o bem e o mal precisamos de discernimento, misericórdia e amor. Antes de olhar os erros dos outros é necessário fazer uma autoavaliação. É preciso, antes de tudo, examinar a nós mesmos e ver o mal que existe em nosso interior (v. 42). Em geral, aqueles que se deixam conduzir pela concupiscência da carne são “ligeiros” em julgar os outros e bem “vagarosos” em reconhecer os seus próprios erros e todo o mal que reside em si. Com tal ilustração, Jesus estava de modo enfático, ensinando que não devemos julgar de modo precipitado e severo o próximo. Porém, não julgar o outro antes de julgar a si mesmo, não significa que vamos concordar com as ações carnais ou comportamentos imorais daqueles que se dizem cristãos, mas que ainda estão dominados pela velha natureza.

Os verdadeiros seguidores de Jesus são reconhecidos por seus frutos. Então, ao invés de ficar pedindo somente prosperidade, vamos pedir ao Pai que nos ajude a sermos mais éticos, justos e não cruéis. Vamos rogar para que nos ensine a perdoar, e não guardar rancor ou sentimentos que nos faz adoecer (na alma e no corpo). Quando Jesus fala a respeito de “cego” (v. 39), Ele estava se referindo aos líderes religiosos, em especial os fariseus. Embora religiosos, eram cegos. Estavam sempre observando os pecados alheios, eram arrogantes e impiedosos com as pessoas, mas não enxergavam os seus próprios erros. Em geral, quando os outros erram, invocamos logo a justiça de Deus, mas quando somos nós, clamamos por misericórdia e perdão. Os líderes religiosos se encontravam cegos, por isso, não tinham condições de guiar ninguém. Precisamos, antes de tentar corrigir os outros, considerar nossos erros, falhas e pecados. Em Cristo somos uma nova criatura, por isso, não podemos viver segundo a concupiscência da carne e dos olhos. A concupsciência da carne nos conduz a uma vida fora dos padrões divinos. Fica aqui um alerta: Antes de apontar e julgar os erros dos outros, olhe para dentro de você.

O Mestre deu prosseguimento ao ensino se utilizando de outra ilustração: as árvores boas e as ruins. Ele mostra que são os frutos que identificam as árvores, pois revelam sua verdadeira natureza. Então, aprendemos que se o nosso coração (caráter interior) já foi transformado pelo Espírito Santo, somente poderemos produzir bons frutos. Nossas palavras e ações são resultado de nossos pensamentos e revelam o que está no nosso interior. Muitos se dizem cristãos, mas não evidenciam, mediante suas ações, que foram transformados pelo Senhor e possuem uma nova natureza. Um coração moldado pelo Espírito Santo nos torna semelhante a Cristo.

Jesus conclui o Sermão do Monte desafiando os seus discípulos a praticarem os seus ensinos. E para que todos compreendessem tal desafio, Ele utiliza a parábola das duas casas. Aprendemos que não adianta conhecer toda a Palavra de Deus e não colocar seus ensinamentos em prática, pois, assim faziam os fariseus. Eles conheciam a lei e as Escrituras, mas não praticavam. Jesus não está falando de uma obediência “cega”, mas de uma submissão que é resultado de uma intimidade e comunhão com Ele. Quem ouve as palavras de Jesus e não as aceitas são semelhantes aqueles que constroem casas na areia, ou seja, sem uma fundação firme. Sabemos que é o alicerce que dá sustentação a construção. Se quisermos solidez, precisamos edificar sobre a rocha. Somente aqueles que estão sobre a rocha têm condições de resistir aos ataques ao seu caráter, vivendo uma vida que agrada a Deus, produzindo frutos bons. Sem intimidade e comunhão com Jesus, nos tornamos cegos e produzimos espinhos (frutos maus). Estes espinhos ferem o nosso próximo, nos faz sangrar e maculam a Igreja de Cristo.

SUGESTÃO DIDÁTICA:

Pergunte aos alunos se eles sabem relacionar todas as obras da carne descritas em Gálatas, sem olhar a Bíblia. Em seguida, oriente-os para que formem duplas e distribua folhas de papel ofício e caneta. Peça que relacionem as obras da carne sem olhar o texto bíblico. Dê um tempo para que executem a tarefa. Depois, peça que as duplas troquem os papéis e façam a correção. Coloque o gabarito no quadro. Ofereça uma fruta (bem bonita) a dupla que conseguir o maior número de acertos. Ressalte que não herdarão o Reino de Deus aqueles que vivem na prática dessas obras (Gl 5.21).

Obs: As obras da carne são: prostituição, impureza, lascívia (sensualidade exagerada), idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias (discussão, contenda), emulações (competição, disputa), iras, pelejas, dissensões, heresias, inveja, homicídios, bebedices, glutonaria (Gl 5.19-21).

Por Telma Bueno

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