Aprendendo sempre para melhor servir ao Senhor Destaque

20 Fevereiro 2017 By In Artigos
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preparo da ebdeditado

1 Córíntios 4.14-16 (principalmente o v.15) e Romanos 15.4

 

I. Introdução
O mundo ao tratar da tríplice potencialidade inata em todo ser humano, começa pelo seu “poder intelectivo”, porém Jesus ao abordar o referido assunto, começa pelo “poder  afetivo” (Mc 12.30 “ de todo o teu coração, e de toda a tua alma”). Portanto, diante de Deus, maior não é quem sabe mais, mas quem mais ama irrestritamente a Deus (“de todo o teu coração e de toda a tua alma”). Na referida passagem (Mc 12.30), Jesus colocou a cognição (o poder intelectivo, “o entendimento”), em segundo lugar. A terceira potencialidade ou faculdade inata no ser humano é a volição; a vontade; o poder de querer “de todas as tuas forças”, (Mc 12.30). II. O Conhecimento- Como Adquirir-lo Provérbios 4.7 “Adquire a sabedoria e o conhecimento”. Vejamos os meios e canais de aquisição do conhecimento, inclusive o bíblico e espiritual.  


1. A Percepção 
É a percepção sensorial mediante os sentidos físicos. O conhecimento que chega ao intelecto através da percepção, tendo os sentidos fi siopsíquicos como canais de aprendizagem, costuma ser chamado de conhecimento empírico, que na prática do viver humano é chamado de pragmático. Ver Jó 12.7-11; Sl19.1-4; 8.1,3,9; Rm 1.20; Jo 20.29. Ai estão as gravuras, os quadros, os gráficos, os livros, a imagem, as cenas da natureza, a experimentação, a observação pela vista, pelo ouvido, pelo olfato, pelo paladar, pelo tato. Como está a nossa percepção fisiopsíquica na aquisição do conhecimento? O conhecimento mediante a percepção é muito limitado devido a atual fragilidade dos sentidos humanos afetados pelo pecado. Não era assim no princípio, mas o efeito deletério do pecado, mais as doenças e enfermidades, mais abusos cometidos pelo ser humano reduz drasticamente a sua capacidade de percepção. 

2. A Razão (= A Mente)
O conhecimento através da razão; da inteligência; da mente; do raciocínio. A razão é mais elevada faculdade do ser humano. Trata-se do estudo metódico, individual ou em grupo; a investigação; a refl exão; a inquirição; a pesquisa. O emprego devido e organizado da razão conduz ao discernimento do conhecimento e ao tirocínio. Ver Dn 9.2; Lc 1.3; At 17.11; Et 6.1,2 Como está a atividade do nosso raciocínio na aquisição do conhecimento, necessário em geral? 

3. A intuição 
Intuição é o conhecimento direto das coisas, sem a ajuda da razão, nem da percepção. É uma forma da pessoa “sentir” e “perceber” psiquicamente. É um fenômeno psíquico na área da empatia humana. A intuição funciona ao nível da alma da pessoa. A mulher costuma ser mais intuitiva do que o homem, por ser mais suscetível a “sentir” psiquicamente. Ver 2 Sm, cap.14 (com destaque no v.20). Ver também Jr 18.18. “O conselho do sábio”. Na nossa aquisição de conhecimento, como está a nossa capacidade “sentir” psiquicamente? 

4. A Natureza Humana 
Deus ao criar e também formar o ser humano, implantou no seu constituinte imaterial, leis morais como uma das fontes de obtenção de conhecimento. 1 Coríntios 11.14 “ Ou não vos ensina a mesma natureza (....)? Trata-se aqui da ordem moral (=as leis morais) implantadas por Deus na criatura humana, que além de outras fi nalidades é o um meio de aprendizagem. Infelizmente, o homem pela sua incredulidade, práticas pecaminosas e estúpida rebelião contra Deus, na sua ignorância espiritual, ele (o homem) oblitera e atrofi a essas leis implantadaspelo seu Criador. Graças a Deus que nós como salvos, e vivendo para Jesus, Ele abençoa o nosso inteiro ser, como novas criaturas nEle: espírito, e alma, e corpo. Jó 38.36 “Quem pôs a sabedoriano íntimo, ou quem deu à mente o entendimento?” Rm “a lei escrita em seus corações.” 

5. A Meditação Humana 
É o conhecimento mediativo acadêmico, científico, filosófico, obtido por meio dos outros; de mestres e também de outras pessoas. Também, cursos, livros, meios e recursos de aprendizagem; o exemplo dos outros; observar os outros a fazer algo etc. Às vezes aprendemos mais com a pessoa e a vida do mestre, do que com a sua aula. Um fator muito infl uente no aprendizado é a atenção do aluno para com o professor, o interesse do aluno para com a matéria que o professor ensina. Ver 2 Tm 2.2; At 18.26; Fp 4.9; Mt 11.29 “Aprendei de mim” (disse Jesus). O exemplo de Paulo, o mestre, e seus auxiliares, ensinando (1 Tm 2.7; 2 Tm 1.11). Livro de Atos dos Apóstolos 11.26 Paulo ensinando durante um ano à igreja Antioquia. 14.28 Paulo “não pouco tempo com os discípulos, em Antioquia. 15.35 “Ficaram ensinando em Antioquia” 18.4 Paulo ensinando “todos os sábados” em Corinto.18.11 Ensinando um ano e meio em Corinto. 18.26 Priscila e Áquila, discípulos de Paulo, convidaram o rande Apolo para sua casa, eensinaram-lhe “pontualmente” (= ponto por ponto) a doutrina bíblica. 19.8 Paulo ensinando “três meses” na igreja em Éfeso. 19.10 Paulo ensinando “dois anos” na igreja em Éfeso. 20.31 Paulo ensinando “três anose meio” na igreja em Éfeso. 28.30,31 Paulo ensinando “dois anos” em Roma. (Veja-se a diferença de conteúdo textual da epístola à igreja de Éfeso e os das epistolas às demais igrejas, às quais Paulo escreveu por direção e inspiração do Espírito Santo: Roma, Corinto, Galácia, Filipos, Colossos e Tessalônica.)

6. A Criação 
Trata-se aqui do conhecimento adquirido através da natureza, do universo, da criação,do cosmos. A Criação é um livro de Deus, aberto, cujas palavras são osobjetivos, as pessoas, as coisas, a imagem em geral, os céus, campos, rios, animais de todas as espécies, plantas, matas, montes,noites, dias, leis da natureza e seus fenômenos etc. O crente precisa ser sempre um atento aprendiz da Criação que Deus efetuou e a sustenta. Ler Gn 1; 2; Sl 19.1-4; Jó 12.6,7; Rm 1.21; Jó capítulos 37-41; Jo 1.2,3; Hb 1.2,3; 11.3; At 17.24,25; 2 Pe 3.5 “eles propositalmente (...)”. 

7. A Casa Do Senho
A Casa do Senhor e o culto ao Senhor são também um canal de santa aprendizagem para os que ali “habitam” (Sl 84.4), e ali “moram” (Sl 27.4), e não apenas frequentam habitualmente. Infelizmente há igrejas por ai, onde o crente descuidado e imaturo, ao visitá-las desaprendemuito do que sabe de bom, de verdadeiro, de doutrinário, de agradável a Deus. Ler e meditar em Sl 26.8; 84.1,2,4,10; Jo 2.17; Hb 10.25; Ag 1.4,8; Ec 5.1; Sl 93.5; 122.1; At 5.42 “E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, ede anunciar a Jesus Cristo.” Até que ponto estamos enriquecendo o nosso conhecimento mediante a igreja que frequentamos; seus cultos; suas reuniões; seus eventos? 

8. Iluminação Divina
É uma forma de conhecimento espiritual provido por Deus para o crente, no seu viver e serviço para Ele. A iluminação divina vem pelo Espírito Santo operando no crente. Ela parte do conhecido, ampliando-o; ela não é princípio, criativa, e sim ampliadora. A iluminação divina faz-nos ver as coisas na perspectivas de Deus.Ler Ef 1.18-23; Cl 1.8-10; Jo  14.26; 1 Sm 16.7; Sl 119.130; Jó 36.22; 1 Co 2.12,13.

Fonte: Ensinador Cristão, Edição Janeiro/Fevreiro/Março de 2017. 

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Antonio Gilberto

Mestre em Teologia; Licenciado em Pedagogia e Letras; Psicólogo; Membro da Academia Evangélica de Letras; Membro da Casa de Letras Emílio Conde; Autor do livro Manual da Escola Dominical, A Escola Dominical entre outro, todos editados pela CPAD; Comentarista da Revista Lições Bíblicas para Jovens e Adultos da CPAD; Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD; Membro da junta diretora da Global University, em Springfield – Missouri/EUA.

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