Entrevista: Compromisso com a Igreja

entrevistaClaudionor de Andrade é pastor da Assembleia de Deus, escritor, conferencista, comentarista da revista Lições Bíblicas e consultor doutrinário e Teológico da CPAD. Sua dedicação ao conhecimento bíblico, teológico e filosófico inspirou-lhe o desejo de servir à Igreja de Cristo não somente como escritor, mas também como mestre da Palavra de Deus.

Desde que chegou à editora ofi cial das Assembleias de Deus, em 1984, aos 28 anos de idade, o paulista Claudionor de Andrade não mede esforços para edifi car e informar a igreja evangélica brasileira. Em sua trajetória na CPAD, pastor Claudionor já trabalhou em vários setores, e possui obras como “Dicionário Teológico”, “Dicionário de Escatologia Bíblica”, “ Manual do Diácono”, “Teologia da Educação Cristã” e “As Novas Fronteiras da Ética Cristã”. 

Entre as Lições Bíblicas para ED, preparou “Malaquias”, “Idolatria”, “Judas”, “Atos dos Apóstolos”, “As Disciplinas da Igreja”, dentre outras. Para este trimestre, ele comenta sobre “O Desafi o da Evangelização”, e lança simultaneamente o livro com o comentário sobre o assunto. Através desta entrevista, ele conta mais detalhes sobre a mais importante missão da Igreja.

Como a Escola Dominical pode ser uma ferramenta para o evangelismo?
A Escola Dominical foi fundada por Robert Raikes, em 1780, na Inglaterra, com o objetivo primordial de evangelizar e alfabetizar as crianças abandonadas de Gloucester. Portanto, a essência da Escola Dominical é a evangelização. Se ela não ganha almas para Jesus, não é digna desse nome. 

Por que a temática de evangelização é fundamental para a Igreja Cristã?
Se a Igreja Cristã não evangeliza, já não é cristã, nem igreja; não passa de uma organização prestes a desaparecer. Aliás, a Igreja foi estabelecida por Cristo, a fim de evangelizar a todos, em todo tempo e lugar, por todos os meios possíveis. É por isso que a evangelização do mundo é a pauta mais importante da agenda eclesiástica.

Que cuidados didáticos os professores precisam ter paraabordar os assuntos de forma efetiva?
Mesmo que a temática de uma revista não seja a evangelização, o professor conduzirá a aula de tal forma, que, ao concluí-la, os alunos venham a entender claramente o Plano da Salvação. Em seguida, fará o apelo, conclamando os alunos não salvos a um encontro pessoal com Jesus. Portanto, a pedagogia da Escola Dominical será evangélica; e a didática, evangelística.

Qual é o valor das estratégias para o êxito na evangelização? 
A estratégia ordenada por Cristo é centrífuga. Isto é: partindo de Jerusalém, os apóstolos haveriam de chegar aos confins da terra. Portanto, devemos partir de dentro para fora, até que o mundo todo seja evangelizado. Ao invés de esperarmos que os pecadores venham à nossa procura, nós iremos até eles com o Evangelho. Consideremos, também a concomitância do modelo evangelístico do Novo Testamento: a cidade, o país e o mundo devem ser evangelizados ao mesmo tempo, e não sucessivamente.

Há inúmeros grupos sociais que são desafiadores para a igreja no que diz respeito à evangelização. Qual a importâncias de a igreja ter estratégias para alcançá-los? 
Jesus ordenou-nos pregar o Evangelho a toda criatura. Portanto, se esquecermos algum grupo desafi ador, ou marginalizado, deixaremos de cumprir a Grande Comissão. Afinal, o Senhor Jesus morreu por todos e a todos almeja salvar. 

Por que evangelizar religiosos?
Entre os religiosos, devemos incluir também os evangélicos sem o verdadeiro evangelho. Portanto, se o religioso não tem Jesus, que seja ele evangelizado. Caso contrário, sua religião não o conduzirá ao céu. 

Como isso deve ser feito para que a pessoa não seja classifi cada como proselitista?
Em primeiro lugar, não fale de religião, nem a discuta. Mas fale de Cristo, a única esperança para a nossa geração. O pecador não aderir a uma nova religião, mas anseia por um encontro pessoal com Deus. A nossa obrigação, portanto, é intermediar esse encontro.

O senhor tem observado, ao longo dos anos, uma queda nas ações evangelísticas emissionárias promovidas pelas igrejas brasileiras? Explique.
Hoje, somos mais evangélicosque evangelizadores. Preocupamo-nos mais com a nossa igrejado que com as almas perdidas.Se folhearmos uma agenda eclesiástica, com raríssimas exceções, verifi caremos que a evangelização já não é vista como pauta urgente e prioritária. Isso é perigoso; pode levar-nos à extinção. Como já disse, se a Igreja Cristã não evangeliza, não é cristã nem igreja. 

Qual a diferença entre evangelismo e evangelização?
Via de regra, o evangelismo é a teologia que fundamenta a evangelização. Precisamos de ambos. 

Quais os desafios da evangelização urbana? E que providências podem torná-las bem-sucedidas? 
O primeiro desafi o da evangelização urbana é tornar Jesus visível em cada rua, em cada praça e logradouro público.Portanto, devemos ver a nossa cidade como um quartel-general, a partir do qual alcançaremos os confins da terra. Que a cidade, pois, seja considerada um lugar de estratégias para evangelizarmos o mundo.

Que pontos devemos priorizar na evangelização urbana?
Na evangelização urbana, toda a cidade deve ser contemplada: desde os condomínios mais luxuosos às áreas mais carentes e esquecidas, os antros de prostituição e as cracolândias. Mas, para isso, devemos ter equipes especializadas, para que o nosso trabalho não redunde em fracasso. A segurança da equipe evangelizadora deve ser levada em conta. O Senhor Jesus recomenda que sejamos simples como a pomba, mas prudente como a serpente. Além das áreas de risco, tracemos estratégias para alcançarmos, também, os condomínios, pois ninguém fi cará de fora da ação evangelizadora da Igreja de Cristo. 

Fale de Jesus como o evangelista por excelência. 
Jesus é o evangelista por excelência, porque Ele é tanto o evangelizador como o próprio Evangelho. Nele, a evangelização fez-se plena não somente pelo que Ele disse, mas principalmente pelo que realizou. Por isso, a Bíblia descreve-o como o varão poderoso em palavras e obras. Fale sobre a estratégia do Pentecostes.  A estratégia do Pentecostes é, no poder do Espírito Santo, evangelizar simultaneamente a cidade, a região, o país e o mundo. Não é um trabalho sucessivo, mas concomitante. É uma  orça centrífuga que, partindo de Jerusalém, envolve a Judeia e Samaria e chega aos confi ns da terra, sem esquecer as áreas já alcançadas.  

Por que a Antioquia é conhecida como a Igreja missionária?
Três fatores levaram Antioquia a ser conhecida como a Igreja Missionária por excelência: doutrina, testemunho e oração. O testemunho antioqueno era tão poderoso, que levou os incrédulos a apelidarem os crentes daquela cidade de cristãos. Foi a primeira vez que isso aconteceu. Além disso, levemos em conta o preparo bíblico-teológico daquela igreja que, em seu ministério, havia apóstolos, profetas, doutores e mestres. E, para completar, a congregação de Antioquia permanecia de joelhos, para que os missionários que enviava permanecessem de pé.

Como é sua maneira de elaborar uma lição? 
Escrever uma lição não é nada fácil. Em primeiro lugar, precisamos da iluminação do Espírito Santo, porque sem Ele, nada podemos fazer. Em seguida, carecemos amadurecer o tema. Há que se refl etir muito. É necessário pensar para escrever. Em seguida, ponho-me a redigir a lição, tendo em vista a edifi cação do povo de Deus. Por isso, ore pelos comentadores. Sem Jesus, nada feito. 

Qual a sua experiência evangelística?
Não sei quantas almas já ganhei. Mas uma coisa não deixo de fazer: evangelizar pessoalmente. Às vezes falo de Cristo numa fi la de banco; outras, num táxi; e, ainda outras, num leito hospitalar. Nem sempre tenho condições de explanar todo o Plano da Salvação. Todavia, deixo bem claro, ao meu interlocutor, que Jesus Cristo é a única esperança para esta geração confusa, deprimida e sem horizontes. Com poucas palavras, você pode livrar alguém do lago de fogo. 

Fonte: Revista Ensinador Cristão

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